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Rallye da Tunísia (4ª etapa)
Elisabete é 2ª nos camiões
Experiência muito
positiva com apenas dois tripulantes
Apesar de ter
perdido a primeira posição, alcançada na etapa de ontem do Rallye da Tunísia, o teste que Elisabete
Jacinto está a realizar, nesta que é uma da mais
conceituadas provas internacionais da modalidade, revelou-se
extremamente positivo. De salientar, que é a primeira vez que a
piloto da equipa Trifene 200 / MAN Portugal disputa uma prova de camião, com apenas
mais um tripulante a bordo, no caso a navegador Álvaro Velhinho.
“É uma experiência que a equipa optou por realizar,
agora, na Tunísia e nesta que foi a etapa rainha da prova, deu
para perceber muita coisa que sempre me tinha escapado, noutras
ocasiões. Em primeiro lugar a minha experiência das motos tem
vantagens e inconvenientes. A ideia de que o caminho mais curto
é o mais rápido, nem sempre se aplica aos camiões. Sempre
tentei ultrapassar todos os obstáculos pela linha ideal
geralmente bem visível por ser traçada pelos primeiros automóveis
e nem sempre essa é a melhor solução. Por outro lado, confirmámos
a extrema validade de uma terceira pessoa, nestas situações de
dunas, onde a tarefa de alterar a pressão dos pneus permite
ganhar preciosos segundos, em cada ocasião, o que dá vários
minutos, no final de um dia. Para o Álvaro estar concentrado na
navegação e procurar o melhor traçado, fomos optando por
pressões de compromisso e por diversas vezes tivemos de fazer várias
tentativas para passar uma zona quando, com uma pressão mais
baixa, tínhamos passado à primeira. Foi um teste muito
positivo apesar de ter, para já, ter prejudicado a classificação.
Todavia estou em crer que ainda podemos aspirar à vitória e
vamos fazer por isso, nos próximos dias ”, explica
Elisabete Jacinto.
Amanhã, o Rallye
da Tunísia deixa a zona de El Borma e inicia o regresso ao
norte do pais. O sector selectivo de 312 quilómetros, da etapa
que liga El Borma a Remada, compreende uma primeira parte de
areia e navegação, transitando depois para uma pista ápida e
com várias mudanças de direcção para terminar num percurso rápido
e técnico onde se destaca uma passagem por uma zona de canyons
antes da chegada ao bivouac.
Classificação da 4ª etapa
1º J. Padovani/ J. Leichleiter/ C. Pardigon (GINAF), em
5h04m59s; 2º Elisabete Jacinto/ Álvaro Velhinho (MAN), a
38m37s; 3º M. Salvatore/ R. Louin (MERCEDES), a 46m56s.
Classificação após a 4ª etapa
1º J. Padovani/ J.
Leichleiter/ C. Pardigon (GINAF), em 13h34m49s; 2º Elisabete
Jacinto/ Álvaro Velhinho (MAN), a 13m23s; 3º M. Salvatore/ R.
Louin (MERCEDES), a 1h57m18s
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